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Policial

Operação Grão de Ouro mira fraude de R$ 6,2 milhões e cumpre mandados em Paiçandu e região

A Polícia Civil do Paraná deflagrou, na manhã desta terça-feira (20), a Operação Grão de Ouro, que investiga um.

Alécio Martins
Por Alécio Martins
Publicado em 20/10/2026 às 21:56• 3 min de leitura
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Operação Grão de Ouro mira fraude de R$ 6,2 milhões e cumpre mandados em Paiçandu e região

A Polícia Civil do Paraná deflagrou, na manhã desta terça-feira (20), a Operação Grão de Ouro, que investiga um suposto esquema de furto de farelo de milho e lavagem de dinheiro responsável por um prejuízo estimado em R$ 6.209.484,23 a uma empresa de Maringá.

Coordenada pelo Núcleo de Apoio Operacional e Inteligência (NAOPI) da 9ª Subdivisão Policial de Maringá, a ação cumpriu medidas judiciais em Alto Paraná, Maringá, Nova Esperança, Paiçandu e São Pedro do Paraná.

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 4,8 milhões nas contas dos investigados, quatro mandados de busca e apreensão domiciliar e dez ordens de busca para apreender carros, caminhões e reboques. As medidas buscam garantir a reparação dos prejuízos à empresa. Os pedidos de prisão preventiva foram negados pela Justiça nesta fase.

Segundo o delegado Rafael Moraes Tavares, a investigação tem 14 alvos, entre pessoas físicas e jurídicas. A suspeita é de que o grupo tenha mantido o esquema durante anos, com participação de funcionários da empresa vítima e integrantes de outra empresa.

Conforme a PCPR, caminhões de uma das empresas investigadas entravam vazios no estabelecimento e saíam carregados com farelo de milho. Funcionários da empresa vítima teriam manipulado o sistema de pesagem para permitir a retirada irregular do produto.

O caso começou a ser desvendado em 25 de novembro de 2025, quando integrantes do grupo foram presos em flagrante por furto qualificado. A partir dessas prisões, os policiais identificaram indícios de uma estrutura organizada, com hierarquia, divisão de tarefas e movimentações financeiras milionárias.

A polícia também aponta indícios de lavagem de dinheiro por meio da distribuição dos recursos entre diferentes contas, transferências sucessivas e utilização de “contas de passagem”, usadas para receber e repassar valores, dificultando o rastreamento da origem do dinheiro.

Ainda segundo a investigação, após as primeiras prisões, em 2025, os suspeitos teriam realizado negociações simuladas de imóveis rurais e transferido veículos para terceiros, apontados como “laranjas”, para tentar impedir a apreensão do patrimônio pela Justiça.

O nome Grão de Ouro faz referência à suposta transformação do farelo de milho furtado em patrimônio milionário dos investigados.

No balanço divulgado pela PCPR, a operação resultou na apreensão de R$ 48 mil em dinheiro, quatro caminhões, três automóveis, um trator, um quadriciclo, uma lancha, dois jet-skis e três reboques. Também foram recolhidas três pistolas, uma espingarda calibre 12, 572 munições e 11 carregadores. Não houve prisões nesta etapa.

As investigações continuam para esclarecer a participação de cada envolvido e identificar os bens relacionados aos crimes investigados.